A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta 5ª feira (22.out.2026) as autorizações para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares. Leia a íntegra da petição (PDF - 84 KB). Nenhum dado, porém, foi divulgado.
Os documentos protocolados são procurações. Elas autorizam o acesso, mas não trazem extratos nem movimentações. Esses dados estão com o Banco Central, os bancos, a Receita Federal e as operadoras de telefonia.
A campanha de Lula quer que o ministro André Mendonça requisite os dados às fontes oficiais e os divulgue de uma só vez, em site público. Segundo a defesa, isso garante que as informações sejam completas e saiam ao mesmo tempo para os 2 candidatos.
As autorizações foram entregues em um malote de documentos físicos na sede do TSE, em Brasília. O secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Pogliese, levou o material ao Tribunal, acompanhado do presidente do PT, Edinho Silva, do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e do senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha.
Já de acordo com Mendonça, os candidatos podem divulgar por conta própria o que quiserem. O ministro decidiu também na 5ª feira que a renúncia ao sigilo independe de ordem judicial. A campanha de Lula argumenta que o acordo com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estabelecia a requisição pelo TSE.
O que falta de Flávio
O acordo vale para os 2 candidatos.
