*Por Tiago Salazar
A Justiça de São Paulo negou, nesta quinta-feira, o pedido de prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, no processo que investiga irregularidades relacionadas ao contrato de fornecimento de material esportivo com a Nike. A juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal da Barra Funda, indeferiu todos os pedidos apresentados pelo Ministério Público, incluindo medidas cautelares alternativas à prisão.
Além da prisão preventiva, o Ministério Público havia solicitado o afastamento de Armando de seu cargo estatutário no clube, a proibição de acesso às dependências do Corinthians e a restrição de contato com dirigentes e testemunhas do processo.
A solicitação foi motivada pelo desligamento de Marcelo Munhoes da Diretoria de Tecnologia do clube, às vésperas de uma audiência. O Ministério Público levantou a suspeita de que a saída pudesse representar uma tentativa de intimidação de uma testemunha da acusação e de interferência no andamento do processo.
Na decisão, publicada em documento ao qual a reportagem da Gazeta Esportiva teve acesso, Amanda Eiko Sato entendeu que não havia elementos suficientes para justificar as medidas solicitadas. Segundo a juíza, as informações apresentadas indicam que o desligamento foi atribuído à presidência do Corinthians e ocorreu em um contexto político-eleitoral, sem demonstração de que Armando tenha determinado, solicitado ou influenciado a decisão.
