Uma série de decisões estratégicas nas áreas de mineração, setor elétrico e infraestrutura de transportes permanece em compasso de espera até que o resultado das eleições presidenciais seja conhecido. O diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, explica ao Hora H que o entendimento do mercado é que questões envolvendo dezenas de bilhões de reais nos próximos anos dependem diretamente de quem assumir o comando do país.
Rittner destacou que, embora poucos eleitores definam seu voto com base nas propostas dos candidatos para essas áreas, as decisões pendentes são de “elevadíssima importância” e podem moldar o futuro de grandes investimentos no Brasil.
Três temas concentram as principais incertezas: o conselho de minerais críticos, o Redata e o modelo de disputa para o Tecon Santos 10.
A lei que institui uma nova política para lidar com minerais estratégicos, críticos e terras raras foi sancionada em setembro, após ampla discussão no Congresso, mas ainda aguarda regulamentação.
Um ponto considerado altamente controverso pelas mineradoras é a existência do Conselho de Industrialização de Minerais Críticos, que teria poder de veto sobre mudanças de controle societário, fusões e aquisições, além da possibilidade de cobrar imposto de exportação para beneficiar o uso de matérias-primas dentro do país.
