A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral, nesta 5ª feira (22.out.2026), as procurações de familiares e aliados para abrir sigilos bancário, fiscal e telefônico. O pedido é que o ministro André Mendonça, relator do caso, exija que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faça o mesmo. Leia a íntegra da petição (PDF - 84 KB).
A equipe petista também solicitou ao TSE que requisite os dados ao Banco Central, a bancos, à Receita Federal e a operadoras de telefonia. A campanha quer a divulgação integral e simultânea das informações no DivulgaCand, sistema de candidaturas do tribunal. Se Mendonça não aceitar o pedido, recorrerá ao plenário da Corte.
Em decisão nesta 5ª feira (22.out), Mendonça disse que a renúncia ao sigilo independe de ordem judicial. Segundo ele, divulgar os dados é “escolha de cada um”.
A defesa de Lula afirma que o acordo entre os candidatos estabelecia outra coisa. Pela petição, os 2 pediram que o tribunal, e não cada campanha, requisitasse os dados às fontes oficiais.
A campanha petista quer que o ministro atue como “árbitro” do acordo e determine a obtenção e a publicação simultânea dos registros. Para a campanha, só a requisição judicial garante dados completos e divulgados ao mesmo tempo. Sem isso, diz o texto, a divulgação seria “escolhida” por cada lado.
