No segundo trimestre de 2026, os pedidos de recuperação judicial no agronegócio apresentaram uma queda de 20,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme levantamento da Serasa Experian. Apesar dessa redução, especialistas alertam que a situação financeira do setor ainda requer atenção.
Dados do levantamento
Entre abril e junho de 2026, foram registrados 448 pedidos de recuperação judicial no agronegócio. Essa diminuição não indica necessariamente uma melhora nas finanças dos produtores rurais, que continuam enfrentando desafios significativos de endividamento.
Alternativas para o endividamento
As instituições financeiras, especialmente o Banco do Brasil, têm oferecido alternativas mais favoráveis para o alongamento das dívidas, como:
Prorrogação das dívidas rurais com carência de até 2 anos;
Prazos de pagamento que podem chegar a 10 anos;
Taxas de juros em torno de 12% ao ano.
Estados com maior número de pedidos
Mato Grosso liderou o ranking de pedidos de recuperação judicial, com 107 registros. Os estados de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Paraná também se destacaram, somando juntos 80% dos pedidos no período.
Setores mais afetados
Entre os produtores rurais que atuam como pessoa jurídica, os pedidos de recuperação judicial caíram 34,2%. A soja foi a atividade com o maior número de solicitações, totalizando 70 pedidos, seguida pela pecuária bovina com 28 solicitações.
