É impossível não pensar em figuras como Hitler, Mussolini, Salazar e os ditadores brasileiros quando falamos em “chefes psicopatas”. E se você, leitor da GALILEU, acha que o primeiro desse tipo foi algum monarca absolutista, já vou quebrar a sua onda: não foi. Na verdade, uma pesquisa publicada em 9 de setembro na revista científica Asian Journal of Business Ethics sugere que um dos exemplos mais antigos de liderança tóxica pode ter surgido há cerca de 400 anos, durante os primeiros passos do capitalismo global.
O protagonista dessa história é Jeronimus Cornelisz, um comerciante que trabalhava para a Companhia Holandesa das Índias Orientais e acabou envolvido em uma sequência de assassinatos, manipulações e abusos após o naufrágio de um navio na costa da Austrália Ocidental. Ele recebeu o título após uma série de avaliações embasadas na estrutura moderna do que os especialistas entendem como psicopatia corporativa.
Onde tudo começou
Para avaliar o comportamento de Cornelisz, Clive Boddy, da Universidade Anglia Ruskin (Reino Unido), utilizou uma estrutura de análise desenvolvida para estudar a psicopatia corporativa. A abordagem permitiu comparar os relatos históricos sobre o comerciante com características associadas a líderes manipuladores em organizações modernas.
Entre os dez comportamentos identificados estavam o uso do charme para conquistar a confiança dos outros, a formação de um círculo de apoiadores leais e a remoção de possíveis desafiantes.
Quem foi o primeiro “chefe psicopata” da história? Este estudo diz ter a resposta
