A defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta quinta-feira (22) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a retirada do canal de WhatsApp “Exército do Lula” do registro da campanha à reeleição.
Em petição apresentada ao ministro André Mendonça, os advogados solicitam o “cancelamento da anotação” do endereço eletrônico do canal no Sistema de Candidaturas da Justiça Eleitoral. A defesa sustenta que o espaço, criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), não possui vínculo formal com a estrutura da campanha.
O pedido ocorre após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, autorizar, em 16 de outubro, que a coligação solicitasse a retirada de canais que considerasse não enquadrados nos critérios de vinculação definidos pela Corte.
O endereço do “Exército do Lula” havia sido incluído no registro da candidatura depois que Nunes Marques condicionou o funcionamento do canal à comunicação formal à Justiça Eleitoral. A campanha afirma que cumpriu a determinação apenas para permitir a retomada do espaço e que, já naquele momento, ressalvou que o registro não significava reconhecer o canal como integrante da estrutura eleitoral de Lula.
Na semana passada, o TSE aprovou novos critérios para definir quando canais mantidos por terceiros devem ser considerados vinculados a campanhas.
