Belo Horizonte -Minas Gerais ganhou três novos reconhecimentos para seu patrimônio cultural nesta quinta-feira (22/10). O Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) aprovou o registro das expressões do samba e dos modos de fazer cachaça de alambique como patrimônios imateriais, além do tombamento da Casa de Dona Beja, em Araxá, no Alto Paranaíba.
As decisões foram tomadas em reunião no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, e buscam preservar tradições populares, conhecimentos transmitidos entre gerações e construções ligadas à história mineira.
Samba mineiro ganha reconhecimento
O registro do samba valoriza a diversidade da manifestação cultural no estado e sua relação com a resistência e a identidade afro-mineira. Atualmente, Minas Gerais tem 246 grupos de samba cadastrados.
Raimundo Nonato da Silva, coordenador do coletivo de sambistas Mestre Conga, que solicitou a elaboração do dossiê para o reconhecimento, classificou a decisão como uma conquista histórica.
“Hoje, é reconhecido como patrimônio cultural. Isso é uma vitória para os sambistas”, afirmou.
Cachaça de alambique terá saberes preservados
