A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta quinta-feira (22) que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite o pedido de um vereador de Curitiba (PR) para ter acesso a registros de entrada e saída no Senado Federal de uma lista de pessoas que inclui o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, a advogada Viviane Barci de Moraes.
Também foram solicitados dados de acessos envolvendo José Ferreira da Silva, o Frei Chico e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha - irmão e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), respectivamente - além de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS".
A manifestação da PGR aponta questões processuais para defender a rejeição do pedido, como o fato de o veto aos dados ter sido determinado pelo Serviço de Informação ao Cidadão e Proteção de Dados Pessoais do Senado e não por pessoa com foro no STF.
A PGR afirmou ainda que o político não comprovou que teve um direito individual violado, que é exigência no tipo de ação que foi usada para acionar o STF, sendo que o pedido foi fundamentado pela pretensão de interesse coletivo, fiscalização e transparência.
O caso agora será analisado pelo relator do caso no STF, ministro Luiz Fux.
Ao STF, o Senado também defendeu o veto aos registros. Os advogados do Senado fizeram um paralelo com o sigilo da fonte jornalística para defender a negativa do fornecimento da lista de visitantes.
PGR defende que STF rejeite pedido de acesso a dados de visitas de esposa de Moraes e Vorcaro ao Senado
