A Dinamarca, país integrante da Otan, anunciou nesta quinta-feira (22) que concordou em comprar os primeiros mísseis de precisão de longo alcance, em uma iniciativa para reforçar a segurança e deter a agressão russa na Europa, o que gerou condenação por parte de Moscou.
O ministro da Defesa dinamarquês, Jeppe Bruus, afirmou que os novos sistemas de mísseis aumentarão as capacidades da Dinamarca e permitirão ataques “atrás das linhas inimigas” em caso de ataque.
“Estamos numa situação de segurança grave e em deterioração, e é por isso que estamos reforçando a defesa e fortalecendo nosso poder de combate”, disse Bruus aos repórteres.
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A embaixada russa em Copenhague, em um comunicado escrito, afirmou que a política de mísseis da Dinamarca visa ao confronto com Moscou e alertou para “consequências desastrosas inevitáveis”.
“Copenhague está fascinada pela ilusão perigosa de que a compra de armas ofensivas de alta precisão e longo alcance para representar uma ameaça militar a uma potência nuclear ajudará a fortalecer a segurança e a defesa da Dinamarca”, disse a embaixada.
