O Tribunal do Júri de Itapuranga, em Goiás, condenou a 54 anos e 8 meses de reclusão e 6 meses de detenção César dos Santos pelo feminicídio da companheira, ocultação de cadáver e fraude processual. O julgamento ocorreu na terça-feira (20/10).
De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, na noite de 4 de setembro de 2025, depois de uma discussão motivada pelo desaparecimento do aparelho auditivo do acusado e por uma dívida de R$ 300, César seguiu a vítima até o quarto, tomou a tesoura de suas mãos e a golpeou no pescoço.
Após a morte, o acusado dobrou o corpo da vítima e o acomodou no interior de uma mala, que permaneceu na sala da residência durante toda a noite.
Em seguida, enterrou-a em uma cova no quintal, coberta com terra e folhas. Ele ainda limpou as manchas de sangue do local para dificultar a identificação dos vestígios e a reconstrução pericial do fato, conduta que fundamentou a condenação por fraude processual.
Ainda segundo a denúncia, na manhã seguinte, o acusado retomou normalmente seus serviços de pintura, sem demonstrar alteração de comportamento, e impediu que a mãe dele entrasse no imóvel para lavar suas roupas, como costumava fazer.
