Em vídeo divulgado nas redes sociais nessa quarta-feira (21/10), a pesquisadora responsável pelos estudos da polilaminina, Tatiana Sampaio, criticou as restrições para o uso compassivo da proteína impostas em abril pela Anvisa. Segundo ela, as regras fazem com que haja uma “correria louca” para pacientes que necessitam do tratamento de forma emergencial.
O uso compassivo é a liberação oficial de um medicamento, terapia avançada ou dispositivo médico que ainda não possui registro na Anvisa e continua em fase de testes. A autorização é concedida pelo órgão e avaliada caso a caso.
Anteriormente, pacientes com lesões sofridas há até três meses conseguiam fazer o uso compassivo da polilaminina mediante a autorização da Anvisa. Com as novas restrições do órgão, a permissão só poderá ser concedida a pacientes com lesões sofridas há até três dias e que estejam localizadas entre as vértebras T2 e T10, na coluna torácica. “Com as novas restrições, poucas pessoas conseguem cumprir”, diz Tatiana.
A pesquisadora afirma que as mudanças vieram especialmente pela pressão feita por outros cientistas, pela imprensa e por influenciadores, alegando que a polilaminina não tinha a eficácia necessária.
“Alguns tentavam achar erros no nosso trabalho. Outros diziam que a polilaminina era um golpe de mídia. Eles conseguiram criar uma controvérsia em volta da polilaminina. O nosso trabalho não tem erros nem falhas metodológicas.
