A revista britânica The Economist questionou se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda tem uma “última carta na manga” para vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25.out.2026). Em reportagem publicada na 4ª feira (21.out), a publicação afirma que a disputa deverá ser uma das mais acirradas desde a redemocratização e destaca os obstáculos para uma virada do petista.
Lula terminou o 1º turno atrás de Flávio, que recebeu 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do presidente. A revista diz que nenhum candidato à Presidência que ficou em 2º lugar na 1ª votação conseguiu vencer o 2º turno desde a promulgação da Constituição de 1988.
A revista diz que Lula intensificou as iniciativas para conquistar eleitores. Entre as medidas citadas, estão o apoio à redução da maioridade penal para crimes graves, a articulação para aprovar o fim da escala de trabalho 6 X 1, a proposta de perdão de dívidas de pequenos negócios e a oferta de transporte público gratuito nos fins de semana. A publicação também menciona o reajuste do Bolsa Família e a proibição das apostas esportivas e cassinos on-line.
A revista afirma que pesquisas de intenção de voto indicam que as medidas podem estar produzindo efeitos, mas faz uma ressalva sobre a capacidade dos levantamentos de captar o comportamento do eleitorado de direita. Antes do 1º turno, pesquisas indicavam vantagem de Lula, mas Flávio terminou à frente nas urnas.
