O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), indagou o custo da proposta do governo Luiz Inácio Lula da Silva para gratuidade do transporte público aos fins de semana e cobrou participação da União no financiamento da medida.
Em entrevista coletiva na terça-feira, 20, o gestor estimou que a iniciativa custaria R$ 192 milhões por ano aos cofres da capital baiana.
Segundo o prefeito, a administração municipal gasta atualmente cerca de R$ 4 milhões mensais com o programa Domingo é Meia, que oferece desconto nas passagens aos domingos.
A gratuidade integral nesse dia elevaria o custo para R$ 8 milhões por mês. Caso fosse estendida aos sábados, a despesa chegaria a R$ 16 milhões mensais.
"Quem vai pagar essa conta? É uma PEC ou o Governo Federal? Porque não existe de graça, alguém vai pagar essa conta!", afirmou Bruno Reis. Apesar de declarar apoio à gratuidade, o prefeito criticou a ausência de uma fonte definida de recursos e defendeu maior participação da União no custeio do transporte coletivo.
Outras críticas do prefeito de Salvador
O gestor também comparou a política brasileira de transporte público com modelos internacionais. "Países comunistas, como Cuba, países de extrema esquerda, dão subsídio ao transporte público. O Brasil não dá e ainda vem com o discurso fácil da gratuidade da tarifa zero", declarou.
Na mesma ocasião, Bruno Reis criticou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), por anunciar obras de infraestrutura às vésperas das eleições.
