A retatrutida, molécula experimental utilizada em testes para verificar a eficiência em tratamentos de obesidade, pode amenizar os sintomas causados pela apneia do sono. É o que aponta dois estudos internacionais publicados nessa quarta-feira (21) na revista The New England Journal Of Medicine.
Também conhecida como SAOS (Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono), a condição ocorre quando as vias aéreas ficam bloqueadas durante o sono, causando interrupções na respiração. A condição é frequentemente associada à obesidade e é caracterizada pelo ronco e ruídos sufocantes. Estima-se que cerca de 400 milhões de pessoas pelo mundo sofram com esse distúrbio.
Os testes realizados pelo estudo aconteceram em 691 adultos com obesidade e sem diabetes que foram acompanhados por 80 semanas. Desse total, 243 tinham o transtorno. Ambos receberam 9 mg e 12 mg da retatrutida.
Antes da pesquisa, os pacientes apresentavam 58,6 e 55,9 episódios por hora de apneia, ou seja, não respiravam inteiramente nem por um minuto. Após 80 semanas, a redução média foi de 22,9 episódios por hora entre aqueles que receberam 4 mg de retatrutida por semana. Por outro lado, os que receberam 9mg tiveram apenas 34,3 episódios por hora. Por sua vez, o grupo de 12mg tiveram 31,7 episódios por hora.
A medição foi feita por meio do IAH (índice de apneia-hipopneia), que mede o número de episódios de apneia e hipopneia por hora de sono.
