A defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando o cancelamento da anotação do endereço do canal de mensagens do WhatsApp "Exército do Lula" no registro da candidatura do petista.
Os advogados argumentam que o canal não possui vínculo oficial com a campanha eleitoral.
O pedido é uma reação a uma manifestação apresentada pelo candidato adversário Flávio Bolsonaro (PL), que tentava associar formalmente a estrutura do canal à campanha do petista.
No pedido, a defesa afirma que a vinculação é indevida com base nos seguintes pontos destacados:
o canal foi criado e é administrado por uma pessoa física, o deputado federal André Janones, como uma manifestação legítima de apoio político;
o espaço digital não recebe recursos, bens ou serviços financeiros da campanha, dos partidos políticos ou da coligação.
não há fornecimento de suporte material, humano ou técnico, nem tampouco conteúdos produzidos ou cedidos de forma exclusiva pela campanha para veiculação obrigatória no canal.
não ocorre atuação coordenada por parte da campanha para o direcionamento sistemático de seguidores para o canal.
a campanha não exerce controle ou orientação sobre o conteúdo, a frequência de publicações ou as metas do canal, sendo tais decisões tomadas de forma exclusiva pelo seu administrador.
Defesa pede ao TSE desvinculação do canal 'Exército do Lula' da campanha de Lula
