Auxiliares do presidente Lula (PT) viram a mais nova decisão do presidente do TSE, Nunes Marques, sobre o canal de WhatsApp “Exército de Lula” como uma tentativa de derrubar a ferramenta digital durante o debate da TV Globo, marcado para a noite desta sexta-feira (23/10).
Na quinta-feira (22/10), véspera do confronto entre Lula e o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, Nunes Marques deu prazo de 24 horas para que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, envie ao TSE um amplo relatório com dados técnicos sobre o canal.
A determinação atendeu a um pedido da campanha de Flávio, que solicitou a verificação do plano de conformidade firmado pela Meta com a Justiça Eleitoral. O documento estabelece medidas adotadas pela empresa para prevenir e mitigar riscos à integridade do processo eleitoral.
Nos bastidores, integrantes do governo e da campanha petista interpretam a decisão como uma tentativa de Nunes Marques de comprometer a atuação do canal durante o debate da Globo, momento considerado estratégico pela equipe de Lula em razão do poder de alcance.
