A Polícia Federal (PF) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a preservação de conteúdo e metadados vinculados ao perfil no X do advogado Paulo Faria, defensor de Flávia Magalhães.
A solicitação cita publicações nas quais o advogado acusou o magistrado de mobilizar policiais para prender sua cliente nos Estados Unidos.
Brasileira com cidadania norte-americana, Flávia é governanta e vive nos EUA há mais de 20 anos. Ela é investigada por publicações nas redes sociais, entre elas uma postagem em que afirmou que Moraes havia visitado Marcola, líder do PCC, na prisão.
O ministro classificou o conteúdo como fraudulento e, em dezembro de 2023, decretou sua prisão preventiva, alegando descumprimento de decisões judiciais.
O pedido da PF consta de um ofício de 23 de outubro de 2025, juntado ao processo sigiloso da governanta, ao qual Oeste teve acesso.
No documento, um delegado da PF reproduz trechos das manifestações de Faria e vincula expressamente a solicitação às críticas dirigidas ao juiz do STF.
Em uma das publicações, de 11 de outubro daquele ano, Faria afirmou que Moraes havia mandado a PF atrás de Flávia em “solo americano” para prendê-la. Também alegou que um agente da corporação havia vigiado sua cliente durante uma manifestação em Fort Lauderdale, na Flórida, em fevereiro de 2024.
PF pediu preservação de posts e metadados
Em razão dos conteúdos, a PF acionou Moraes.
