O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta apresente, em até 24 horas, um relatório técnico sobre o funcionamento do canal de WhatsApp “Exército do Lula”. A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que questiona o cumprimento das medidas adotadas pela empresa para prevenir irregularidades durante o processo eleitoral.
O ministro quer saber se houve atuação coordenada entre contas e plataformas, replicação de mensagens, amplificação artificial de conteúdos e utilização de publicidade paga. A Meta também deverá detalhar os padrões de engajamento, alcance e compartilhamento das publicações, incluindo conteúdos excluídos ou modificados.
A empresa terá ainda de explicar quais critérios utiliza para diferenciar uma “mobilização legítima” de um “comportamento coordenado potencialmente irregular”. Nunes Marques também determinou que sejam informadas as medidas efetivamente adotadas para cumprir o plano de conformidade firmado com a Justiça Eleitoral.
Na decisão, o presidente do TSE esclareceu que o objetivo é verificar “o confronto entre as providências formalmente informadas à Justiça Eleitoral e o funcionamento do mecanismo questionado”.
O ministro também determinou que o Google informe se identificou amplificação coordenada de termos e hashtags citados no processo entre os dias 18 e 20 de outubro, incluindo mecanismos de buscas em alta, sugestões de pesquisa e assuntos do momento.
