Na reta final deste segundo turno, o vaivém no Tribunal Superior Eleitoral em torno do canal de WhatsApp Exército do Lula, que reúne mais de 7 milhões de participantes sob o comando do deputado federal André Janones (Rede-MG), escancarou o retrato moral definitivo do atual projeto de poder petista.
Após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspender o canal a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e posteriormente autorizar sua retomada, a campanha de Lula decidiu registrá-lo formalmente na Corte.
Com esse ato, caiu a última máscara: o lamaçal deixou de ser a iniciativa paralela de um aliado descontrolado e passou a integrar, oficialmente, a máquina de campanha do presidente da República.
O significado político disso é devastador: a esquerda brasileira (com seus intelectuais, artistas, movimentos sociais e militantes) está hoje marchando e agindo sob as ordens diretas de uma figura moralmente abjeta.
Ora, o histórico de Janones, cravado em inquéritos policiais, decisões judiciais e em suas próprias confissões, forma um prontuário repulsivo que qualquer grupo minimamente comprometido com a decência pública teria vergonha de exibir.
Mas para tentar vencer a eleição de 2026 no vale-tudo, o PT não apenas tolerou esse perfil, como entregou a ele o bastão de general.
