Victor Ferreira, doutorando em ciências fisiológicas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), estudava para uma prova junto com uma colega na antiga sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) da universidade por volta das 18h30 do último dia 7. Dois seguranças bateram no vidro da janela pedindo que os pós-graduandos se retirassem, pois havia um princípio de incêndio. Do lado de fora, acompanharam as movimentações com a esperança de que as chamas seriam contidas rapidamente. “O sentimento foi mudando, até a gente entender que o incêndio teria um impacto catastrófico”, recorda ele.
De fato, as chamas avançaram rapidamente, a ponto de consumir toda a estrutura. O prejuízo total estimado é de R$ 100 milhões, dos quais R$ 50 milhões correspondem a um repositório com 20 mil moléculas, fruto de 40 anos de pesquisa para aperfeiçoamento de diagnóstico e produção de fármacos mais eficientes para diversos tipos de câncer.
Essa era uma das linhas de investigação do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica (Nupit), coordenado pelo professor Moacyr Rego. O núcleo também atuava na área clínica, com um biorrepositório de amostras de pacientes com diversos tipos de câncer, entre pâncreas, vesículas biliares, bexiga e pulmão, além de amostras de 900 pacientes com Chikungunya, que eram monitorados pela equipe havia três anos.
