Um juiz do Novo México, nos Estados Unidos, condenou a Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, a pagar US$ 25 bilhões, cerca de R$ 126 bilhões, por violações das leis estaduais de proteção ao consumidor. A decisão, divulgada nesta quarta-feira, 21, responsabiliza a empresa por declarações consideradas enganosas sobre a privacidade dos usuários e o acesso de terceiros a informações pessoais.
O processo está relacionado ao escândalo da Cambridge Analytica, consultoria política que obteve dados de até 87 milhões de usuários do Facebook sem o consentimento deles. A empresa utilizou as informações para traçar perfis de eleitores e direcionar mensagens políticas, inclusive durante a primeira campanha presidencial de Donald Trump, em 2016.
A Meta afirmou que vai recorrer da condenação. Em comunicado, o diretor jurídico da companhia, C. J. Mahoney, declarou que a decisão e a forma como o procurador-geral do Estado pretende aplicá-la tornam praticamente impossível fazer negócios no Novo México.
Júri identificou mais de 43 milhões de violações
O procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, entrou com a ação contra a Meta em 2021. O Estado acusou a companhia de enganar usuários sobre quem poderia acessar seus dados pessoais, além de questionar a maneira como a empresa lidava com conteúdos prejudiciais e suas políticas internas.
Em 25 de setembro, um júri concluiu que 26 das 29 declarações analisadas sobre essas questões eram enganosas.
