O pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a atuação da lobista Roberta Luchsinger, do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e possíveis favorecimentos a empresas junto ao governo federal reunia o apoio de 116 deputados e 35 senadores até o início da tarde desta quinta-feira, 22.
Para que o requerimento seja protocolado, são necessárias 171 assinaturas de deputados federais e 27 de senadores. No Senado, portanto, o número mínimo já foi alcançado. Na Câmara, ainda faltavam 55 adesões para atingir o patamar exigido.
A iniciativa é da deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), que apresentou a proposta depois de uma entrevista de Roberta à emissora CNN, exibida no sábado, 17. Na ocasião, a lobista afirmou que pretende firmar um acordo de delação premiada e declarou ter informações que não estão registradas em conversas pelo WhatsApp.
Lobista relata encontros com presidente de empreiteira
Durante a entrevista, Roberta Luchsinger mencionou encontros frequentes entre Lulinha e o presidente da empreiteira portuguesa Mota-Engil. A empresa venceu a licitação para construir o túnel que ligará Santos a Guarujá, no litoral de São Paulo, em um contrato bilionário.
A lobista, que se apresentava como sócia de Lulinha, afirmou ter informações adicionais sobre as relações e os contatos que pretende levar às autoridades no âmbito de uma eventual colaboração premiada.
