Policiais militares de Piracicaba, no interior de São Paulo, são acusados de obrigar três suspeitos de tráfico de drogas a vestir camisetas da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, antes de apresentá-los na delegacia.
A mãe de um dos detidos e a deputada estadual Professora Bebel (PT) sustentam que a cena foi forjada. A PM nega ter sido informada, até o momento, das acusações, que não compactua com desvios de conduta e pune com rigor casos comprovados.
“O bolsonarismo mais uma vez tentando transformar a política em um jogo de intimidação e armação. E alguns detalhes dessa história chamam a atenção: os três estavam com camisas iguais, novas e aparentemente bem maiores que o tamanho deles. Que coincidência, não?”, escreveu a deputada estadual nas redes sociais.
A abordagem ocorreu na manhã desta quarta-feira (21), na Comunidade Pantanal. Foram presos em flagrante dois homens, de 21 e 24 anos, e apreendido um adolescente de 17, que foi encaminhado à Fundação Casa. Na audiência de custódia, o de 21 anos foi solto; o de 24 permaneceu preso.
Versões divergentes
Segundo a PM, a ação partiu de uma denúncia anônima ao 190, gravada em áudio, que descrevia três homens vendendo drogas, com camisetas alusivas a Lula, um deles armado. A corporação afirma ter apreendido um revólver calibre.32 com numeração suprimida, 160 porções de cocaína e R$ 340.
