Uma campanha sobre consentimento sexual, financiada com recursos públicos, provocou indignação na Irlanda ao utilizar o abraço dos avós como exemplo de comportamento inadequado. Tanto que o governo de esquerda foi obrigado a retirar a propaganda do ar.
No vídeo, um casal de idosos chega à casa dos netos. O menino abre a porta e se joga nos braços dos avós. A menina, ao fundo, hesita, parece desconfortável. Sobre a cena, uma frase: "Not everyone wants a hug. Even from the people who love them" ("Nem todos querem um abraço, mesmo de quem os ama").
"Nem todos querem um abraço. Nem sequer daqueles de quem gostamos. Estranho? Talvez! Importante? Absolutamente", aparece no final.
Não é paródia. É um dos vídeos da campanha We-Consent, do Dublin Rape Crisis Centre (DRCC), que circulou nas redes irlandesas e explodiu na quarta-feira (21) e na quinta (22), quando virou assunto no país e fora dele.
Da prevenção ao constrangimento
A We-Consent foi lançada em março de 2023, com a presença do então ministro da Justiça, Simon Harris, hoje vice-primeiro-ministro, e se apresenta como uma iniciativa de longo prazo para promover um "câmbio cultural" sobre consentimento.
A campanha tem o apoio do Departamento de Justiça, do Departamento da Infância e Igualdade e da agência estatal contra a violência doméstica e sexual, a Cuan. O DRCC afirma ter produzido três vídeos com base no princípio de que limites pessoais devem ser respeitados desde a infância.
