A Meta enfrenta uma ação coletiva na Austrália que questiona os efeitos do Facebook e do Instagram sobre crianças e adolescentes. Os autores acusam a empresa de expor menores a conteúdos prejudiciais e de estimular o uso compulsivo das plataformas por meio de algoritmos.
Apresentado no Tribunal Federal australiano, o processo reúne oito pessoas que afirmam ter sofrido danos quando eram menores de idade. Elas pedem indenização, e a ação pode ser a primeira no país a buscar a responsabilização de redes sociais por prejuízos desse tipo.
Algoritmos e recomendações sob questionamento
A ação foi apresentada neste mês pelo escritório de advocacia MinterEllison. Os autores questionam o papel dos algoritmos na experiência dos usuários jovens, especialmente na seleção de publicações e no estímulo à permanência nas plataformas.
Os sistemas de recomendação escolhem quais conteúdos aparecem nos feeds. A acusação sustenta que mecanismos desse tipo contribuem para o uso compulsivo e a exposição de menores a publicações prejudiciais. Como a petição inicial está sob sigilo, porém, não há informações públicas suficientes para identificar os recursos específicos questionados pelos autores.
Na segunda-feira, o Tribunal Federal da Austrália proibiu a divulgação do conteúdo da petição e de informações que possam identificar os envolvidos.
Procurada pela Reuters, a Meta declarou: “Estamos cientes dessa alegação e nos defenderemos vigorosamente”.
