Os republicanos estão investindo dezenas de milhões de dólares em anúncios políticos que exploram crimes hediondos e casos polêmicos como estratégia para as eleições de meio de mandato, previstas para o dia 3 de novembro, com votações antecipadas já em andamento em diversos estados americanos.
A tática, no entanto, tem gerado forte repercussão negativa, inclusive dentro do próprio partido.
De acordo com levantamento da CNN, apenas o Senate Leadership Fund, pacote destinado a anúncios voltados ao Senado dos Estados Unidos, já gastou ao menos US$ 17 milhões nesse tipo de propaganda. Os materiais exibem assassinatos, crimes brutais e são utilizados para atacar candidatos adversários, em sua maioria democratas.
Análise: Partido Democrata tem vantagem na reta final das midterms
Trump injeta US$ 277 milhões em reta final da campanha republicana nos EUA
Pesquisa CNN: Índice de aprovação de Trump atinge nível mais baixo nos EUA
Um dos aspectos mais criticados dessa estratégia é o fato de que as famílias das vítimas retratadas nos anúncios não foram previamente informadas sobre a veiculação do conteúdo.
No Michigan, uma mãe teve uma crise de pânico ao ver o assassinato de sua filha de 5 anos, ocorrido em 1994, sendo explorado em campanha republicana contra o democrata Abdul El-Sayed.
Em outro caso, o noivo de uma mulher assassinada em 1999 também se surpreendeu ao ver a imagem da companheira utilizada em propaganda eleitoral sem qualquer aviso prévio.
