Casa de luxo alvo de mandado da operação Carbono Oculto: PCC diversificou atividades e hoje lucra com uma série de outros negócios além do tráfico
Reprodução / Polícia Federal
O Ministério da Justiça e Segurança Pública desenvolveu uma metodologia para identificar imóveis de luxo registrados em nome de pessoas sem lastro financeiro e vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas. O método permitiu localizar bens relacionados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) que ainda não haviam sido identificados nos processos criminais.
O trabalho foi desenvolvido pelo Laboratório Estratégico contra o Crime (LabCrim), vinculado à Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), em parceria com a Receita Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A metodologia combina informações sobre envolvimento com facções e milícias, registros judiciais e dados patrimoniais. O cruzamento permite identificar incompatibilidades financeiras e rastrear bens associados a atividades criminosas, mesmo quando eles não aparecem nas investigações originais.
"A identificação parte da análise integrada de diferentes fontes de informação, incluindo dados patrimoniais, registros judiciais e elementos que indiquem vínculos com facções e milícias.
Ministério da Justiça desenvolve método para identificar imóveis de luxo ligados ao PCC e ao Comando Vermelho
