O Partido Missão, que teve Renan Santos como candidato à Presidência nas eleições de 2026, busca se consolidar como uma oposição a Flávio Bolsonaro (PL). Integrantes da legenda afirmaram à analista de política Isabel Mega que, em caso de vitória do senador, o partido pretende fazer oposição ao seu governo.
A posição, no entanto, não representa apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O partido também dirige críticas a Lula, buscando demarcar uma postura independente diante dos dois candidatos que disputam a Presidência.
“Eles quiseram construir esse posicionamento ao longo de todo o pleito eleitoral. A posição de ataques ao presidente Lula já era conhecida, mas eles dividiram esses ataques”, afirmou Mega durante o Live CNN desta quinta-feira (22).
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A analista lembrou que, em alguns momentos, a campanha de Renan Santos chegou a atacar mais Flávio Bolsonaro do que Lula, sinalizando o posicionamento que o partido pretende consolidar.
Internamente, há uma percepção de que, entre os eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno, como Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), o eleitorado do Missão seria o que mais poderia render votos à esquerda.
