Milhares de pessoas foram às ruas de Paris nesta quinta-feira (22), enquanto outras cidades francesas proibiram manifestações após confrontos e saques registrados no fim de semana. Os episódios foram considerados os mais violentos dos últimos anos no país.
Organizadores do protesto em Paris disseram que um tribunal administrativo derrubou a proibição imposta pela polícia após um recurso. A prefeitura da capital havia justificado a medida pelo risco de novos confrontos, depois que grupos de jovens encapuzados entraram em choque com policiais, saquearam lojas e incendiaram carros.
A decisão judicial não havia sido divulgada publicamente até a manhã desta quinta. Os manifestantes, muitos deles jovens, se reuniram pacificamente na região sudeste da capital francesa, sob forte presença policial.
Uma faixa estendida durante o ato dizia que o futuro dos manifestantes já era sombrio sem a necessidade de gás lacrimogêneo.
Os organizadores assinaram um documento policial se comprometendo a manter o protesto em um local fixo, sem caminhada pelas ruas, devido ao risco de violência.
Novas proibições eram esperadas para os próximos dias. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que as medidas têm como objetivo proteger os centros das cidades, os estabelecimentos comerciais e os prédios públicos.
O direito à manifestação é protegido pela Constituição francesa.
