O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), criou uma regra que permite a ex-presidentes da Casa receber escolta da Polícia do Senado mesmo sem mandato parlamentar.
A proteção dependerá, segundo ato assinado na última semana, da comprovação de ameaça que tenha relação com o exercício do comando do Senado.
A segurança poderá ser autorizada por até dois anos, com a possibilidade de prorrogação excepcional por igual período.
As regras do Senado preveem segurança para senadores e servidores. Não havia nas normas, até então, um mecanismo que tratasse da concessão desse benefício aos ex-presidentes.
Antigos comandantes da Casa foram derrotados nas urnas ao longo dos últimos anos. O mais recente revés atingiu Renan Calheiros (MDB-AL), que ocupou o comando do Senado por quatro vezes e não conseguiu se reeleger senador neste ano.
Antecessores de Renan também não conseguiram voltar ao Senado. Eunício Oliveira (MDB-CE) e Garibaldi Alves Filho (MDB-RN) perderam a reeleição em 2018.
Eunício voltou ao Congresso como deputado federal em 2023 e chegou a ensaiar uma candidatura ao Senado nas eleições deste ano, mas desistiu. Garibaldi não tentou voltar à Casa após a derrota.
Outro ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (MDB-PA), exerce atualmente o mandato de senador, mas, a partir de 2027, será suplente do filho Helder Barbalho (MDB-PA), eleito neste ano.
