A Venezuela afirma ter 303,7 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo, o maior volume do mundo, mas especialistas ouvidos pela Associated Press (AP) contestam esse número. Segundo seis analistas, o total efetivamente recuperável nas condições atuais estaria entre 60 bilhões e 120 bilhões de barris, patamar inferior ao necessário para manter o país à frente da Arábia Saudita.
A discussão ganhou força depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em agosto um acordo que daria aos norte-americanos o controle de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas venezuelanas. Trump classificou a operação como a maior da história e disse que ela ajudaria a recompor as reservas estratégicas dos EUA e a reduzir os preços da gasolina, pressionados pela guerra com o Irã.
Analistas avaliam, porém, que o acordo envolve campos quase esgotados ou ainda não desenvolvidos, inclusive na Faixa do Orinoco, onde a extração é tecnicamente complexa. Evanan Romero, ex-funcionário do setor energético venezuelano, afirmou à AP que o volume de 65 bilhões de barris é incompatível com as condições reais dos ativos.
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