O atacante Cristiano Ronaldo acionou mecanismos de defesa nos bastidores para amenizar as sanções disciplinares impostas pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) após sua saída da seleção nacional na última Data Fifa.
De acordo com informações reveladas pelo jornal britânico The Guardian, o jogador de 41 anos apresentou alegações formais para obter atenuantes no julgamento, contrariando sua declaração pública inicial de que aceitaria as penalidades sem contestação.
O processo disciplinar instaurado pela FPF previa punições que poderiam alcançar até seis meses de afastamento das atividades da equipe nacional e multa financeira de mil euros (cerca de R$ 5,6 mil). No entanto, o comitê disciplinar acatou os argumentos da defesa do atleta e reduziu a sanção pela metade, estabelecendo uma suspensão de 30 dias, período sem compromissos agendados para a seleção portuguesa, e a aplicação de uma multa de 255 euros (aproximadamente R$ 1,4 mil).
O valor da sanção pecuniária gerou repercussão e ironias na imprensa europeia devido ao contraste com os rendimentos do atacante no Al-Nassr, estimados em R$ 1,5 bilhão por ano pela revista Forbes.
Entre os argumentos apresentados no documento anexo à decisão disciplinar, a defesa de Cristiano Ronaldo citou o bom histórico de conduta do atleta na atual temporada e nos três anos anteriores, além de enfatizar os serviços prestados ao esporte do país e as conquistas obtidas com a camisa de Portugal.
