São Paulo, O Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou o uso de tornozeleira eletrônica por Celso Éder Gonzaga de Araújo, empresário da Fast Shop apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como lobista e operador financeiro de um esquema que movimentou R$ 1 bilhão em propinas na Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).
Ele foi preso em agosto do ano passado no âmbito da Operação Ícaro, em uma força-tarefa do MPSP com a Polícia Federal (PF), que também prendeu Sidney Oliveira, fundador da rede Ultrafarma.
Em março, após decisão do STJ, Araújo foi transferido para a prisão domiciliar humanitária por questões de saúde. O lobista passou a ser submetido ao monitoramento eletrônico e escolta policial para a realização de exames e consultas, além de ser proibido de retomar o exercício de trabalho.
Após novo pedido de habeas corpus, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca revogou o monitoramento eletrônico e a necessidade de escolta para atendimentos de saúde, conforme decisão da última sexta-feira (16/10), publicada nessa terça (20/10).
Como funcionava o esquema de corrupção
O esquema envolvia o pagamento de propina para o auditor fiscal de alto escalão da Secretaria da Fazenda, Artur Gomes da Silva Neto.
Neto manipulava processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários às empresas.
Essas empresas, entre elas a Fast Shop e a Ultrafarma, eram beneficiadas, deixando de contribuir devidamente ao estado de São Paulo.
