Na reta final das eleições, as campanhas dos dois candidatos à Presidência intensificaram esforços para conquistar segmentos específicos do eleitorado. Segundo a analista de política Isabel Mega, Flávio Bolsonaro (PL) busca reduzir a rejeição entre as mulheres, e Lula (PT) aposta em medidas para os microempreendedores.
A estratégia da propaganda eleitoral de Flávio inclui a exaltação da influência feminina na vida do candidato, com destaque para a mãe dele e para a esposa, Fernanda Bolsonaro, que aparece em peças publicitárias afirmando ser ele “o Bolsonaro moderado”.
A campanha também apresentou o programa “Brasil por Elas”, com propostas voltadas especificamente ao público feminino.
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“Isso é fruto de uma preocupação com a rejeição que Flávio Bolsonaro tem junto ao público feminino, o presidente Lula tem uma rejeição menor. Flávio é mais votado por homens e Lula por mulheres”, afirmou Mega durante o Live CNN desta quinta-feira (22).
A campanha petista tem explorado esse ponto, especialmente nas mídias sociais, associando a postura mais agressiva de Flávio no debate a gatilhos negativos para as mulheres. Segundo Mega, a campanha de Flávio trata os acenos ao eleitorado feminino como uma espécie de vacina contra essas críticas.
