A arrecadação da Receita Federal de Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF) referente a lucros e dividendos somou R$ 5,26 bilhões de janeiro a setembro deste ano. O montante recolhido até o momento corresponde apenas à metade do total previsto para o ano.
A previsão do governo federal é atingir, ao longo de todo ano de 2026, a arrecadação de R$ 10,5 bilhões com o Imposto de Renda sobre dividendos de pessoas físicas. A projeção no Orçamento chegou a ser de R$ 28 bilhões, mas foi reduzida.
Por outro lado, o montante vem subindo mês a mês. Em janeiro, por exemplo, o valor foi de R$ 5,5 milhões e passou para R$ 1,23 bilhão em setembro.
A arrecadação do imposto de renda sobre divendos foi estabelecida para compensar a isenção do IRPF para quem ganha até R$ 5 mil e redução da cobrança do tributo para as pessoas que recebem até R$ 7.350.
A isenção e a cobrança de menos imposto para pessoas com rendas menores (até R$ 7.350) teve custo estimado em R$ 28 bilhões. Portanto, a tributação sobre os dividendos deveria alcançar o mesmo valor da isenção (R$ 28 bilhões).
No entanto, no decorrer do ano, a Receita revisou, para baixo, a estimativa de arrecadação. Primeiro, a projeção passou para R$ 17,2 bilhões e no mês passado para R$ 10,5 bilhões.
