A ex-candidata à Presidência do Equador Luisa González, aliada do ex-presidente Rafael Correa, foi presa na madrugada desta quinta-feira (22), em Canuto, na província equatoriana de Manabí. A detenção ocorreu durante uma operação que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro no financiamento da campanha presidencial de 2023.
González, de 48 anos, é uma das principais lideranças da esquerda equatoriana. Disputou a presidência pelo movimento Revolução Cidadã em 2023 e 2025 e perdeu as duas eleições para o atual presidente, Daniel Noboa. Sua prisão atinge diretamente o grupo político liderado por Correa.
A operação faz parte do caso Laberinto. Segundo a Procuradoria-Geral do Equador, os investigadores apuram possíveis irregularidades nas contribuições eleitorais e nos gastos com publicidade da campanha de 2023, além de dúvidas sobre a origem dos recursos. Sete pessoas são investigadas.
A Procuradoria informou que foram cumpridos três mandados de prisão nas províncias de Manabí e Pichincha para apresentação de acusações por suposta participação em lavagem de dinheiro.
Suspeita de dinheiro vindo da Venezuela
A Venezuela aparece em outra investigação sobre o financiamento da campanha de González, chamada Caja Chica. Nesse processo, a Procuradoria equatoriana apura a suspeita de que dinheiro ilícito tenha saído da Venezuela e entrado em espécie no Equador para abastecer a disputa presidencial de 2023.
