Duas falhas graves de segurança no PHP levaram a Anatel e tribunais brasileiros a suspender temporariamente o acesso a sistemas, incluindo o Sistema Eletrônico de Informações (SEI). As vulnerabilidades podem permitir que invasores controlem servidores sem precisar de login ou senha.
O governo federal alertou os órgãos públicos para que atualizem o software. As falhas foram identificadas com ajuda de inteligência artificial (IA), e já existe uma correção disponível.
Como funcionam as falhas no PHP?
O PHP é uma linguagem de programação usada na criação de sites e serviços digitais. A tecnologia está presente em plataformas como WordPress, Wikipedia, Moodle e Magento, que dependem dela para executar diferentes funções.
As vulnerabilidades podem permitir que invasores executem ações nos servidores sem apresentar credenciais e, com isso, assumam o controle das máquinas que mantêm os sites funcionando. O risco envolve páginas institucionais, lojas virtuais e outros serviços que utilizam versões vulneráveis do PHP.
Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks e especialista em telecomunicações, destacou o alcance da tecnologia. “Rankings públicos ainda apontam o PHP como a linguagem usada em cerca de 70% dos sites. Com a descoberta dessa vulnerabilidade, os sites que não forem atualizados rapidamente poderão ser invadidos”, afirmou.
O Centro Integrado de Segurança Cibernética do Governo Digital (CISC) divulgou um alerta na quarta-feira (21).
