Angélica, mulher de Luciano Huck, declarou voto em Lula. No vídeo publicado nas redes sociais, ela justificou a escolha, dizendo ter pensado em “tudo o que a sociedade conquistou com tanta dificuldade e “especialmente” nas mulheres, crianças e pessoas LGBT+.
“Eu sempre fui a favor da alternância de poder. Não sou petista, não me vejo como de direita, nem de esquerda. Mas eu quero viver num país onde as pessoas se escutem, se respeitem, e cuidem uma das outras. Onde quem governa olhe para as pessoas com carinho, sem preconceito, sem debochar da dor, das lutas de ninguém”, disse Angélica.
De fato, é nauseabundo o acervo de declarações da família Bolsonaro, principalmente do patriarca Jair, em relação às chamadas minorias. Expressa preconceitos arraigados e uma reatividade destrambelhada ao wokismo da esquerda.
Não se deve permitir que um governante seja preconceituoso nas palavras, esse é um mau sinal para a sociedade, mas também não se pode admitir que, politicamente correto no discurso, ele permaneça negligente nas ações.
Durante o mandato de Jair Bolsonaro, foram-lhe creditadas barbaridades que aconteciam no país. Certamente, ele tem a sua dose de culpas individuais, que não podem ser relativizadas, o seu comportamento na pandemia, por exemplo, foi grotesco. Mas isso não elimina o fato de que Jair Bolsonaro foi apenas mais um entre os governantes relapsos que o Brasil coleciona.
