Os ministros Dias Toffoli e Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), criticaram nesta quinta-feira (22) o que classificaram como uma frequência excessiva de acusações criminais nas campanhas eleitorais deste ano.
Durante sessão plenária, os magistrados defenderam que o debate eleitoral seja centrado em propostas e projetos políticos, e não em ataques pessoais.
“Essa propaganda negativa desconstrói a necessidade de projetos políticos de nação. Ficar falando fulano é isso, ciclano é aquilo, amigo de fulano fez isso, assessor de fulano fez isso… isso não é campanha eleitoral. Me desculpe, mas isso é vergonhoso”, afirmou Toffoli.
Estela também criticou o excesso de acusações e afirmou que o TSE tentou uma conversa com as campanhas dos candidatos para debater o tema.
“Se a propaganda eleitoral virar acusações de participação em crime organizado, não temos campanha eleitoral. Isso não pode ser o foco dos debates, até porque, se os candidatos estão com o registro de candidatura aprovado na justiça eleitoral, é porque não são faccionados”, disse.
As manifestações ocorreram durante o julgamento de uma ação movida por uma colega de Flávio Bolsonaro (PL) que pedia a retirada de uma propaganda da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A peça reproduziu a frase “Flávio é amigo de bandido, amigo de meliante” e, em seguida, exibiu uma fotografia de um grupo do qual ela fazia parte.
