Em manifestação apresentada nesta quarta-feira (22) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ele "não se opõe a absolutamente nada" quanto à abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
No entanto, o petista afirmou que o desafio original proposto por ele deve ser cumprido em sua totalidade, insistindo para que a campanha de Flávio Nantes Bolsonaro inclua nos termos de transparência os dados da empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira e de propriedade do advogado Willer Tomaz, apontado como amigo próximo do adversário.
No documento enviado ao ministro André Mendonça, Lula diz que a régua da transparência deve ser a mesma para ambos os lados.
A petição aponta que a Polícia Federal encontrou registros indicando que Flávio figurava como "usuário master" da conta da Alcazar em um banco privado, vínculo que teria sido desfeito a pedido da defesa do senador apenas em maio de 2025, após investigações da Operação Sem Desconto.
O texto também menciona viagens em um jato executivo associado à estrutura do empresário. "Se, como afirma, nada tem a esconder, não há razão para que a conta da Alcazar fique fora das gavetas que ele mesmo propôs abrir. Quem não deve, não recorta", aponta a petição do presidente.
Reação da campanha adversária
Do outro lado, a defesa e os aliados de Flávio Bolsonaro reagiram à movimentação.
Lula diz ao TSE que não se opõe a liberar sigilos, mas insiste em dados de empresa de amigo de Flávio
