A coluna teve acesso a prints de mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp entre pacientes e representantes da clínica de estética de Nova Iguaçu investigada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) por supostamente oferecer procedimentos invasivos de forma irregular.
Nas conversas, pacientes relataram sentir fortes dores após os procedimentos. Em resposta a uma das mensagens, a clínica orientou: “Foca no biquíni”.
O grupo reunia clientes da clínica. Enquanto algumas comemoravam as promoções e afirmavam não se importar com a dor, outras relatavam intenso sofrimento após os procedimentos.
“Fiquei com muitos roxos. Hoje, a drenagem doeu muito também, mas sei que o resultado vai ser positivo. Mas nunca mais faço um negócio desse. É uma mini lipo, só que com anestesia local… Sem noção para a dor”, escreveu uma paciente.
Outra denunciante afirmou ter desmaiado três vezes durante um procedimento estético. Segundo o relato, ela foi submetida a uma técnica anunciada como “hidrolifting”, que teria envolvido a introdução de uma cânula, a aspiração de gordura abdominal e a posterior aplicação da gordura nos glúteos.
Diante das queixas, a clínica respondeu que as clientes deveriam ter senso e afirmou que “ninguém morreu ou vai morrer por causa disso”.
Em outra mensagem, uma mulher relatou que o procedimento ao qual foi submetida doeu muito mais do que o parto da própria filha.
