Diferente de qualquer outro réptil que rasteja no solo para escapar de ameaças, a cobra-anão-dos-juncos desenvolveu uma estratégia de fuga bizarra e altamente eficiente. Quando se sente ameaçada, essa pequena espécie habitante do Sudeste Asiático, com menos de 30 centímetros de comprimento, projeta o próprio corpo no ar e começa a dar “estrelinhas” e piruetas contínuas pelo chão, rolando desgovernadamente em fuga.
A descoberta dessa tática inusitada foi detalhada por pesquisadores da Universidade Toho, no Japão, em um estudo publicado na revista científica Current Biology.
Ao registrarem o comportamento utilizando câmeras de alta velocidade, os cientistas constataram que essa espécie carnívora que se alimenta de minhocas atinge uma velocidade de escape de quase 30 centímetros por segundo.
Esse movimento de rolamento acrobático torna a fuga aproximadamente quatro vezes mais rápida do que o rastejo tradicional da espécie sobre o solo.
Gato siamês se tornou autor de artigo de física atômica em 1975 - ele assinou com a pata em uma das revistas mais prestigiadas do mundo
Para conseguir executar essa manobra sem perder o rumo, o animal chicoteia a cauda do lado esquerdo para o lado direito do corpo enquanto os pontos de apoio impulsionam o organismo contra o chão.
A espécie dobra a região central do corpo em grandes alças alternadas, mantendo a cabeça firme e alinhada ao caminho. Essa mecânica transforma a serpente em uma espécie de roda viva sem eixo fixo.
