O salário mínimo é um dos temas econômicos de maior impacto político porque afeta trabalhadores, aposentadorias e benefícios vinculados ao piso nacional. O próximo governo, comandado por Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), terá de lidar com esse efeito em toda a administração federal.
O presidente participa diretamente da formulação da política de reajuste e pode propor mudanças nos critérios usados para atualizar o valor.
Quando existe uma regra legal de valorização, o governo precisa seguir a fórmula prevista ou enviar ao Congresso uma proposta para alterá-la.
O salário mínimo também tem forte impacto orçamentário. Benefícios previdenciários e assistenciais são influenciados pelo piso, o que faz qualquer aumento produzir reflexos nas despesas da União.
O Executivo pode incorporar o reajuste ao Orçamento e editar os atos necessários dentro da legislação, mas não pode ignorar as normas fiscais e a base legal existente.
Por isso, promessas de aumentos reais precisam ser analisadas junto com a capacidade de financiamento e o modelo aprovado pelo Congresso.
