Resumo
A Conferência Geral de Pesos e Medidas aprovou o fim dos segundos bissextos nos relógios mundiais.
A mudança evita problemas de sincronização em sistemas digitais e reduz riscos de falhas em dispositivos conectados.
O novo modelo, chamado de UTC Contínuo, permitirá uma defasagem de até 3.600 segundos, equivalente a uma hora.
A Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM) aprovou o fim dos segundos bissextos nos relógios mundiais. A mudança ocorre para evitar problemas de sincronização em sistemas digitais diante da possibilidade de precisarem de um segundo bissexto negativo, que retiraria um segundo do horário oficial.
A CGPM, que é responsável pela atualização do Sistema Internacional de Unidades (SI), acredita que esse tipo de ajuste representa um risco elevado para infraestruturas críticas e poderia exigir investimentos comparáveis aos realizados na preparação para o Bug do Milênio, segundo o The Register.
O segundo bissexto é usado para manter dois padrões de tempo próximos:
Tempo Universal Coordenado (UTC): baseado em relógios atômicos e serve como referência para os horários civis e sistemas digitais;
UT1: calculado a partir da rotação da Terra, que não acontece em velocidade perfeitamente constante.
Como a velocidade da rotação do planeta varia ao longo do tempo, os dois padrões podem começar a se afastar. Quando essa diferença aumenta, segundos extras são adicionados ao UTC para compensar a diferença.
