O carcereiro Jaércio da Cunha Braga disse ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco) que o dinheiro em espécie encontrado em sua casa na última sexta-feira 16, R$ 147 mil e US$ 10 mil, quase R$ 200 mil é “economia de uma vida inteira”. Afirmou ainda que parte veio da venda de uma casa de sua sogra e que outra fatia pertence ao filho, funcionário de banco. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Braga foi afastado depois que a fiscalização flagrou mordomias concedidas ao ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Com 37 anos de carreira, tem salário mensal de R$ 9,8 mil. O carcereiro nega ter beneficiado o ex-vereador.
Os promotores também acharam com ele um maço de R$ 4 mil. Para esse valor, Braga afirmou que o dinheiro é seu, “de uso corriqueiro e normal, pois não mantém dinheiro em banco”.
O depoimento foi tomado no sábado 17, um dia depois de a força-tarefa do Gaeco e delegados da Corregedoria da Polícia Civil realizarem a fiscalização na cadeia. Milton Leite está preso desde 18 de setembro, na Operação Vectura Corrupta, que investiga um suposto vínculo dele com um esquema do PCC no transporte público da capital.
O ex-vereador rejeita a acusação. Diz que jamais financiou ou apoiou a facção e que vai provar a inocência.
