O Corinthians pagou R$ 8 milhões para quitar parcelas previdenciárias atrasadas de sua renegociação com a União. O desembolso foi informado pelo jornalista Gabriel Oliveira, do Globo Esporte, na 4ª feira (21.out.2026), depois de 4 meses de inadimplência. Permanecem pendentes R$ 19,3 milhões em prestações não previdenciárias, vencidas desde junho.
A renegociação tem como garantias o Parque São Jorge, sede social do clube avaliada em R$ 602,2 milhões, e receitas da loteria Timemania. As condições constam do termo de transação publicado pela PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional).
Atrasos ameaçam renegociação
O Corinthians já havia sido notificado pela PGFN para regularizar os pagamentos. O contrato estabelece a possibilidade de rescisão pela falta de pagamento de 3 parcelas consecutivas ou alternadas. O clube pagou as 4 primeiras prestações, de fevereiro a maio, mas deixou vencer as seguintes.
Se houver encerramento do acordo, os benefícios concedidos serão cancelados, descontando-se da cobrança os valores já pagos. O clube também ficará impedido de celebrar nova transação tributária com a União por 2 anos.
Firmada em fevereiro de 2026, a renegociação estabeleceu o pagamento de R$ 679 milhões para débitos originalmente estimados em R$ 1,2 bilhão. O desconto divulgado foi de 46,6% sobre juros, multas e encargos.
As obrigações não previdenciárias foram divididas em 120 prestações mensais, equivalentes a 10 anos, e as previdenciárias, em 60 parcelas, ou 5 anos.
