Em março de 1966, Paulo Machado de Carvalho concedeu uma entrevista para a Revista Realidade. O dirigente contou detalhes das emblemáticas conquistas da seleção brasileira em 1958, na Suécia, e em 1962, no Chile. O curioso é que, dias depois, o chefe da delegação nacional nas duas Copas pediu para que a conversa não fosse publicada, pois achava que as declarações pudessem tumultuar a preparação nacional para o mundial daquele ano, na Inglaterra.
Paulo Machado de Carvalho tinha mágoa de João Havelange, presidente da CBD (atual CBF), que não manteve o dirigente na seleção para 1966. O afastamento do “Marechal da Vitória” se deu, principalmente, porque ele começou a ter discordâncias com a Confederação. Resultado: sem Paulo Machado de Carvalho, o Brasil, bicampeão, naufragou na Inglaterra, foi eliminado na primeira fase e voltou para casa em décimo primeiro lugar. Depois da derrota, a Revista Realidade resolveu publicar a entrevista.
Em “As Copas que eu ganhei”, ele conta detalhes saborosos sobre os dois primeiros mundiais vencidos pela seleção. Abaixo, trechos da reportagem publicada em agosto de 1966:
1) A proximidade entre Paulo Machado de Carvalho e os jogadores:
“(…) Ganhei duas Copas porque nunca quis discutir o que os jogadores devem fazer dentro do campo. O importante é manter a delegação descontraída, alegre e informada de que a pátria não está em jogo numa partida de futebol.
