Ao detectar algo estranho nos seios durante o autoexame, a mulher começa a sentir medo. Com a confirmação do diagnóstico de câncer de mama, muitas vezes esse medo se transforma em pavor. Nos próximos três anos, são esperados 80 mil novos casos de câncer de mama no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e do Ministério da Saúde.
A partir do diagnóstico, começa uma batalha árdua contra a doença. Felizmente, na maioria das vezes, a depender do estágio do tumor, da precocidade do diagnóstico e do início do tratamento, essa luta será vencida.
Mas o processo não é nada simples. Antes mesmo de começar o tratamento, que pode envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia, muitas mulheres têm duas preocupações: “Quais são as chances de vencer a doença?” e “Será que vou perder os cabelos?”
A touca de resfriamento e seus limites
Nos últimos quatro anos, o Instituto do Cabelo, clínica médica de recuperação capilar não invasiva, atendeu 1.294 pacientes com alopecia (calvície) pós-quimioterapia. São pacientes que buscam atendimento com o médico tricologista pouco depois do diagnóstico de câncer. Esse trabalho começa com o acolhimento e a orientação sobre o caminho da recuperação capilar pós-quimioterapia.
A primeira dúvida das pacientes é sobre a eficácia da touca térmica de resfriamento durante as sessões de quimioterapia. Vale ressaltar que esse procedimento não é oferecido de forma universal pelo SUS.
