A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) investiga uma clínica de estética localizada em Nova Iguaçu após denúncias de que profissionais sem a habilitação necessária estariam realizando procedimentos invasivos, incluindo intervenções com características de lipoaspiração.
Em uma das denúncias, uma paciente relatou que foi submetida a um procedimento anunciado como “hidrolifting”, mas que, segundo sua descrição, envolveu a introdução de uma cânula, aspiração de gordura abdominal e posterior aplicação dessa gordura nos glúteos.
Ela disse que recebeu medicamentos sedativos e desmaiou três vezes durante o procedimento, que teria sido realizado por uma profissional sem formação concluída.
A mesma paciente também relatou complicações após outro procedimento estético, apresentando dores e nódulos na região glútea. O exame de corpo de delito confirmou a existência de lesões corporais.
Prints obtidos pela coluna mostram a clínica rebatendo os relatos das pacientes. Em uma das mensagens, a empresa afirma que “ninguém morreu ou vai morrer”. Em outra, orienta as mulheres a focarem no biquíni.
Marketing e grupos de WhatsApp
A investigação teve início em 5 de outubro deste ano, após policiais civis comparecerem ao estabelecimento para apurar uma denúncia de irregularidades. Na ocasião, foram apreendidas 16 ampolas de midazolam, medicamento controlado utilizado para sedação, cuja origem ainda está sendo investigada.
